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30 de outubro de 2010

Dúvida continua após último debate

Enfim, o último debate!


Quem o assistiu teve a percepção da "mudança de ares" ao compará-lo com os debates ocorridos ao longo do primeiro e segundo turnos da eleição presidencial. O da Globo, "o último", foi um pouco diferente, por trazer aos telespectadores, ou melhor, aos teleleitores, uma tal impressão de ruptura do pré-moldado, pré-programado e pré-estabelecido por marqueteiros. É claro que isso, de fato, não ocorreu, mas a sensação passada foi a de que houve um cara a cara com o eleitor, uma espécie de "Hei! Estou falando com você. Ouça-me!", por parte dos candidatos.

Posso estar enganado, ou sendo ingênuo por falar isso, contudo, a meu ver, o último debate deixou o Serra e a Dilma muito mais soltos, leves e descarregados, apesar de estarem em uma arena, digladiando-se, em busca dos eleitores desiludidos.

Troca de farpas entre os dois, quase nada, principalmente por não terem feito perguntas um ao outro - uma pena! Cutucadas apareceram, mas foram sutis, quase imperceptíveis. A petista foi a que mais alfinetou, porém, foi ignorada pelo oponente. Engraçado como a candidata vende bem a imagem de vítima, não é?

Além das observações citadas, gostaria de acrescentar outros apontamentos curiosos e engraçados, sobre o desenrolar do "espetáculo democrático".

1) O vai e vem do general: não sei se foi proposital, mas a todo momento, quando Serra estava respondendo a uma pergunta de algum indeciso da plateia, Dilma ficava pra lá e pra cá, com as mãos pra trás e de cabeça baixa, atrás do tucano. Estaria ela, em busca de desviar a atenção dos telespectadores para com o Serra?

2) O relógio e a ira: quanta agressividade, Dona Dilma! Ficou toda irritada só porque o cronômetro parou de funcionar? No mínimo deve ter pensado em golpe midiático contra ela: PIG - Partido da Imprensa Golpista contra-ataca para impulsionar seu candidato e derrubá-la. Quem não viu, veja: D.Rousseff e o Relógio

Aliás, por falar em cronômetros, eles deram dor de cabeça aos dois candidatos nesses últimos debates. Na Record, por exemplo, também houve o mesmo problema, no entanto, com o candidato José Serra. Ele, diferentemente de sua adversária, não deu chilique, teve de apontar o problema técnico com o cronômetro por duas vezes. Plínio de Arruda, no primeiro turno, foi até cortado, acompanhe: Plínio e o corte

Há algo obscuro nisso, ou trata-se apenas de uma triste coincidência? Na Record, o relógio falha para o Serra; na Globo, ele quebra para a Dilma. Quero acreditar que seja somente uma ilusão conspiratória.

No geral, presenciamos boas discussões de ideias e projetos dos dois candidatos e ficamos mais ainda em dúvida: quem será nosso próximo presidente? Já não somos tão inocentes a ponto de acreditarmos piamente nas pesquisas de intenções de votos, correto? Portanto, acompanhemos, amanhã, o resultado da saga eleitoral, em busca da faixa presidencial.

Quem vai ganhar, menino ou menina?

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14 de outubro de 2010



Saiba que...



...os quatro candidatos à presidência da República, deveras de esquerda, Plínio de Arruda, Ivan Pinheiro, José Maria e Rui Costa Pimenta alcançaram juntos, 1.022.820 votos, cerca de 1% dos votos totais.

Já o palhaço Tiririca, o agora deputado federal por São Paulo, Francisco Everardo Oliveira Silva, obteve nada mais, nada menos que 1.353.331 votos.

Dados retirados do jornal Brasil de Fato.

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1 de outubro de 2010


Baú das Promessas !

Marina Silva, candidata à presidência, pelo PV, investirá na expansão da rede de escolas técnicas, priorizando as profissões relacionadas à economia verde; implementará políticas de subsídio para incentivar a permanência de jovens no ensino médio; investirá em iniciativas de requalificação profissional para pessoas com mais de 50 anos; fará investimentos em infraestrutura para a ampliação do acesso a escolas, universidades, centros culturais e esportivos, telecentros e bibliotecas e acesso à internet banda larga; reforma da previdência, atentando-se aos jovens que ainda não ingressaram no mercado de trabalho; aos adultos que estão na ativa e aos idosos que já estão aposentados; criará empregos verdes: Construção civil, Indústria, Turismo e geração de energias limpas, seguras e renováveis.



Plínio de Arruda, candidato à presidência pelo PSOL, garantirá boa formação para os jovens, para gerar oportunidades de emprego; assegurará a universalização do acesso à previdência a todos os trabalhadores dentro de 5 anos, garantindo os direitos sociais incorporados à Constituição de 1988; defenderá a revogação do veto à eliminação do Fator Previdenciário e diminuirá a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem cortar salários.




José Serra, candidato à presidência pelo PSDB, investirá na indústria e no estímulo à competitividade de produtos nacionais; fará reajuste de 10% nas aposentadorias do INSS e investirá, também, na capacitação em atividades específicas, voltada ao mercado de trabalho para profissionais com mais de 50 anos;





Dilma Rousseff, candidata à presidência pelo PT, manterá a política de valorização do salário mínimo, controle da inflação, queda da taxa de juros e os programas de transferência de renda; ampliará o apoio às micro e pequenas empresas; melhorará o atendimento ao cidadão por meio da desburocratização; incentivará o crescimento do emprego formal e capacitação profissional para pessoas acima de 50 anos de idade; investirá em ações para impulsionar o crescimento econômico.

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14 de setembro de 2010

O Debate que bate, bate...

Mais um debate se passou e mais uma vez não conseguimos digerir nem 10% dos projetos que os presidenciáveis pretendem implementar no país, caso um deles seja eleito.

O debate, se formos analisar seu histórico ao longo do curto espaço democrático pós ditadura militar, caracterizou-se e tente a se perpetuar como um grande ringue de boxe. O que é de uma inutilidade tremenda, nesse modelo.

É troca de farpas dali, disse-me-disse de cá, e projetos, propostas e promessas de decência governamental que são bons e bem vindos ao debate, nada!

Dilma Rousseff, José Serra, Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio digladiam-se em cadeia nacional. Os dois primeiros, muito intensamente. Principalmente agora, na quase reta final e na vitória iminente da candidata petista.

Marina, no debate de domingo, na RedeTV, até que arriscou alguns dedos em riste, mas passados 05 minutos, murchou e voltou ao seu casulo. O que é uma pena, pois é a única com conteúdo e a que mais tem força para defenestrar os governos anteriores e os dois principais candidatos que trazem na fronte a mancha da corrupção.

A verde tem aval ético e permissão para bradar contra o PT e PSDB, além de ter passe livre para discutir caráter, biografia e compromisso verdadeiro com a sociedade. Só que em TODOS os debates em que pude assisti-la, decepcionei-me com sua postura.

Marina, você é quem pode mais e, infelizmente, fica à mercê do joguinho bate e rebate, passa ou repassa do Serra e da Dilma. Ainda há tempo de mudar o que estão tentando fazer com que acreditemos.

E Plínio de Arruda caricato, continua sendo o franco-atirador, apesar de negar tal predicativo. Com deboche e um "quê" de desdém para com os seus adversários, não mede palavras e "desce a lenha" doa a quem doer. Afinal, não tem nada a perder, não é mesmo? A não ser a cadeira presidencial, posto o qual terá de ralar muito para consegui-lo. Heloisa Helena obteria muito mais votos e chance de chegar lá, ou pelo menos, levaria o pleito para o segundo turno.

Dilma Rousseff está muito mais segura de si, firme e forte, como uma general e não esquece, nem por um minuto o que o governo do presidente Lula fez. Na verdade, só dá o Lula.

Fez direitinho a lição de casa e seguiu os conselhos de seu marqueteiro: evitou (quase) todos os enfrentamentos com Serra. Em todos os blocos, cujos formatos eram perguntas entre candidatos, Dilma optou pela Marina e Plínio. Em contrapartida, levou muita bordoada, sendo chamada de caluniadora, cúmplice de companheiros corruptos e evasiva.

Ela só precisa tentar transparecer a sensibilidade, carisma e delicadeza da mulher brasileira, além de evitar mostrar que está de saco cheio dos debates. Resumindo, "missão impossível".

Agora, José Serra, o candidato que não acha o freio de mão para evitar mais queda nas pesquisas, estava irreconhecível. Perdeu a compostura, a postura e o tempo estipulado para formular perguntas e respondê-las. Dessa vez, sua participação foi um fiasco, mas conseguiu espetar a petista profundamente, colando nela a imagem de corruptora-mor.

Serra, você também pode mais. Pelo menos é a imagem que você vende, ou não?

Debate, minha gente, é crítica, oposição, sem discussão de sujeirada pra lá e pra cá. O nível a que chegou os debates políticos chega a ser revoltante. É por isso que tem dado 3 pontos de audiência, segundo o IBOPE. Nenhum eleitor é favorável a esse tipo apelativo.

Finalizo esse post de indignação, parafraseando o Plínio, "triste o debate se desviar daquilo que deveria ser o seu centro".

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14 de agosto de 2010

Baú das Promessas !


José Serra, candidato à presidência, pelo PSDB, promete fortalecer as APAES - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais.
Criará a Nota Fiscal Brasileira - nos mesmos moldes da Nota Fiscal Palista;
Valorizará o patrimônio público, reestatizando os Correios, tornando-a, novamente, uma empresa exemplar.
E implantará o PROTEC - similar ao PROUNI, mas voltado ao ensino técnico-profissionalizante.





Plínio de Arruda, candidato à presidência, pelo PSOL, promete reforma agrária radical e uma socialização da educação e saúde.







Marina Silva
, candidata à presidência, pelo PV, promete reduzir drasticamente o número de cargos comissionados - cargos de confiança ocupados por gente de fora das carreiras públicas;







Dilma Rousseff, candidata à presidência, pelo PT, promete construir 6 mil creches no Brasil.

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20 de maio de 2010

Os esquecidos.

Você conhece Plínio de Arruda Sampaio?

Já ouviu falar em Rui Costa Pimenta e Mário Oliveira?

Não?

Aposto que você saberia me dizer quem é Américo de Souza e Oscar Silva.

Também não?

E se eu perguntasse sobre José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva?
Aaaaaaahhhh...esses, sim, não é? Esses nomes são muito mais familiares. [Familiares? Que pecado dizer isso. Família é algo sagrado!].

Saiba que os nomes citados, antes dos três mais aclamados pela mídia, também estão na peleja pela mais cobiçada vaga do país: a de presidente da República. Dentre todos esses nomes, apenas um subirá a rampa do Palácio do Planalto. [Ainda bem que é apenas um!]

Quem você acha que receberá a faixa presidencial das mãos do ainda-presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

É claro que um dos aclamados, obviamente. É fato. Afinal, o eleitor não se interessa e pouco ou quase nada se importa com um assunto "insignificante" como o de eleger seus representantes. O eleitor vota naquele que está à frente das pesquisas VOX POPULI, IBOPE, DATAFOLHA, DATASENSUS e blablablas... [triste, muito triste!].

Faço a você, caro leitor, a seguinte pergunta: os três candidatos [o tucano, a da estrela e a verdinha] são mais expostos porque o povo assim quer, ou o povo assim quer porque são os mais expostos?

Alguns candidatos que citei, possuem plataformas governistas bem estruturadas e muito sensatas. Precisamos sair um pouco do "mundinho alienante que a grande mídia nos enclausura" e buscarmos novos parâmetros e conhecimento, para que possamos tomar decisões mais independentes.

Não saia votando em quem está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de votos ou tem mais chances de vencer.
Não saia optando de imediato pelo voto nulo, também.

Busque informações, seja crítico, duvide, questione, PENSE e, só depois, decida-se.

Os esquecidos pela mídia merecem a nossa atenção.


Uma lembrancinha do nosso amigo Gabriel, "O pensador":

"A programação existe pra manter você na frente, na frente da TV, que é pra te entreter, que é pra você não ver que o programado é você."



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